Alienação Parental: O que fazer quando acontece?

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Alienação parental é quando uma pessoa responsável pela criança, seja ela o genitor ou alguém da família, induz a criança a se afastar do outro genitor, além de coagir e distorcer a imagem dele. Essa situação, apesar de bem constrangedora, acontece com frequência dentro de famílias que estão passando pelo processo litigioso de divórcio, no qual há alguma desavença entre os envolvidos. Se você acha que está passando por essa situação, vamos lhe explicar sobre a alienação parental e o que fazer se isto está ocorrendo.

Como identificar?

Identificar uma situação de alienação parental é um pouco difícil e demanda muita observação, isso porque muitos dos sinais não são exclusivos da alienação. Se a criança está passando por isso ela começa a mudar seus hábitos e se torna muitas vezes mais agressiva, alheia e confusa em relação a um de seus pais.

Quando se suspeita de alienação, não se deve observar só em casa, é importante saber como a criança está se comportando também na escola e em outros ambientes, pois isso pode ajudar a desvendar o problema.

De qualquer forma, é importante deixar claro que normalmente as crianças começam a se sentir acanhadas e ficam confusas sobre os acontecimentos, devido à imagem que um genitor cria do outro. Há muitas falas negativas em relação ao genitor e há receio em se estar perto dele. Em alguns casos a criança pode demonstrar até depressão, ansiedade, medo e angústia.

Alienação parental: O que fazer?

A separação dos pais já é um período conturbado na vida de uma criança. Por isso, o certo é não deixá-la envolvida nos problemas do casal, afinal isso pode gerar consequências psicológicas e emocionais em longo prazo.

Logo, o procedimento mais recomendado ao se deparar com a alienação parental é levar a criança a um psicólogo para que ele faça o acompanhamento da situação e a ajude a lidar com os impactos que já sofreu. É importante ainda o acompanhamento psicológico dos pais, já que deixaram os problemas de sua relação afetar seu filho dessa forma. No entanto, não é só isso.

Caso comprovado que há alienação parental, procure um advogado para que ele tome as providências necessárias, ou seja, abra um processo. Há a Lei nº 12.318 de agosto de 2010 que prevê punições ao indivíduo que está alienando.

Vale ressaltar que os responsáveis por abrir o processo judicial de alienação parental são o Juiz de Direito e o Ministério Público. Além disso, esses casos são considerados prioridade. Sendo assim, normalmente são resolvidos rapidamente e as medidas de responsabilidade civil ou criminal são colocadas em prática logo que possível.

Algumas dessas medidas são: repreender quem está fazendo a alienação, assegurar a reaproximação ou a convivência com a criança, assim como recomendar um tratamento psicológico para o alienador. Dependendo da situação, a pena pode chegar até a suspensão da autoridade parental.

Lembrando que para a denúncia ser investigada é necessária a comprovação de que há uma alienação parental. Para isso, acompanhado do advogado, o genitor que quer prestar a queixa deve coletar provas durante o processo de investigação. Essas provas podem ser testemunhas, relatórios, depoimentos e mensagens trocadas entre o réu e a criança.

Além disso, pode ser solicitado o acompanhamento da rotina na qual um assistente social faz visitas na casa de ambos os pais. Dessa forma, é possível identificar pequenos indícios de que a situação é realmente de alienação.

Descobrindo o que é alienação parental e o que fazer é mais fácil lidar com a situação e, assim, fazer o melhor possível para que seu filho não seja impactado psicologicamente por isso. Não deixe de procurar sempre um advogado para esclarecer mais dúvidas, certo?

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